Das certas gaivotas que voam alto,
Que voam longe.
Porque a vida lhe deu esta liberdade,
E DEUS lhe deu esse dom de verdade.
Enquanto elas voam longe
Sem nada ter com que se preocupar
Nós, os homens, vivemos presos pela vaidade
Pelo orgulho e pela maldade.
Porque esse é o nosso defeito
Porque nossas asas, nós próprios quebramos.
E o que é pior, sem motivo algum,
Sem nenhum conserto.
Vivemos presos a guerras,
A brigas atoas, banais.
Aos poucos vamos regredindo.
Até o dia em que tornarmos a ser primatas.
Sim... Porque somos burros.
Porque matamos pelo simples prazer
De ver um corpo cair.
Porque gostamos de ver alguém sofrer.
A justiça humana nos prende,
Mas logo nos liberta,
Porque também são homens,
E também aos erros se rende.
Ao contrário das gaivotas
Que são amáveis a si próprias
Porque não pensam, e com certeza,
Se pensassem, não matariam.
Que ao contrário dos homens
Não se matam, se preservam.
Porque não são humanas
E por isso não tem defeitos.