domingo, 25 de janeiro de 2015

Duro Realismo

   Nada de novo
na casa do povo.
Tudo velho
Na casa do Hélio .

Nada se criou
Nem um sinal ficou
E o que parecia harmonia
Transformou-se numa imensa agonia

Eu, que de longe ouvia
O que o povo gritava
E nada entendia.
Palavras ao vento dispersava
E nada se aprendia

segunda-feira, 25 de julho de 2011

REGRESSO

   Das certas gaivotas que voam alto,
   Que voam longe.
   Porque a vida lhe deu esta liberdade,
   E DEUS lhe deu esse dom de verdade.

   Enquanto elas voam longe
   Sem nada ter com que se preocupar
   Nós, os homens, vivemos presos pela vaidade
   Pelo orgulho e pela maldade.

   Porque esse é o nosso defeito
   Porque nossas asas, nós próprios quebramos.
   E o que é pior, sem motivo algum,
   Sem nenhum conserto.

   Vivemos presos a guerras,
   A brigas atoas, banais.
   Aos poucos vamos regredindo.
   Até o dia em que tornarmos a ser primatas.

   Sim... Porque somos burros.
   Porque matamos pelo simples prazer
   De ver um corpo cair.
   Porque gostamos de ver alguém sofrer.

   A justiça humana nos prende,
   Mas logo nos liberta,
   Porque também são homens,
   E também aos erros se rende.


  Ao contrário das gaivotas 
  Que são amáveis a si próprias
  Porque não pensam, e com certeza,
  Se pensassem, não matariam.

  Que ao contrário dos homens
  Não se matam, se preservam.
  Porque não são humanas 
  E por isso não tem defeitos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Playground



Sou um brinquedo
Onde você brinca quando quiser
Sou o tapete que você tanto pisa!!
O Playgroud de suas emoções.

Sou aquele brinquedo,
Que você tem para somente dizer que tem
E que toma conta!!

A piscina que você instalou em meu coração
Está funda, e eu não sei nadar
Por isso vivo morrendo em sentimentos.

Sentimentos que parecem não ter mais fim
Que nunca parecer acabar
A não ser com meu próprio coração
Que tanto sofre

Simplesmente por te amar...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

De Fernando Pessoa

SE EU TE PUDESSE DIZER
O QUE NUNCA TE DIREI,
TU TERIAS QUE ENTENDER
AQUILO QUE NEM EU SEI.

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ANDORINHA QUE VAIS ALTA,
POR QUE NÃO ME VENS TRAZER
QUALQUER COISA QUE ME FALTA
E QUE TE NÃO SEI DIZER?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FUGITIVO

Foje da velha mágoa da vida
Uma armadilha causada pelo destino
Encheu seu coração de ferida
Acabou com o sorriso de menino

Foje, para dor não mais sofrer
Porque são muitas, muitas as dores
Causadas pela maldade daquela mulher
Que o colocou no VALE DOS SOFREDORES.

Continuou fujindo
Para que nada veja
Algum dia, quem sabe
Aparece sorrindo...

ESTOU TRISTE

Não tenho vergonha de dizer que estou triste
É dessa trsiteza pelo qual descrevo meu poema
Estou triste, dessa trsiteza sem rumos e sem freios
Que não acaba nunca
Minha alma assenta-se no chão da calçada 
E chora...
Olhando as marcas sangrentas que a vida deixou.
Eu sinto um instante, consolo-me as vezes, despacho
as dores
Na minha face um vasto rosto pintado de solidão.

Sejamos fortes
lembramos de tudo que não se vê mais
Fomos Animais primatas

Nossas almas?? Sei lá!!...
Mas nossos elos corrompidos!!...
(Ainda mais os gestos doidos)

Desce do céu um temporal
E quando a primeira gotinha ia cair em pingos d'água
Acenderam-se: lágrimas, dores e solidão

sábado, 4 de setembro de 2010

Poetizando




Tinha amado, tinha beijado
aquela dama ardentemente! E a  
primeira sensação que sentia,
seu coração pulara de verdade, e o
seu orgulho dilatava-se ao calor
amoroso que sentia por ela, como um
corpo enlouquecido de amor que sentira
num beijo mágico:sentia um
acréscimo de estima por si mesmo,
e parecia-lhe que estava enfim
numa existência superiormente 
interessante, onde cada hora
tinha o seu encanto diferente,
cada passo conduzia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações...